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Um dia de
me dar conta do meu mapa interior. Hoje a noite, decidi não fazer nada. Quero
dizer, não sair. Descansar, e fazer as
minhas coisas.
Como
sempre, meu quarto é uma bagunça e deixo o tempo passar sem agir. Então dormi
um pouco, por estar morte de cansaço, e comecei a conversar na net, no tel,
arrumando os papeis.
E aqui se constroi o meu
mapa, muito fácil. Qual mapa é a pergunta ?
Essa
história de mapa vem de umas reflexoes e pensamentos que tive com a flávia.
Consiste em juntar, numa lista todos os seus centros de interesse, e partir daí
colocar essas palavras descrevendo suas cordas vibrantes num mapa, como um mapa
geográfico, mas em vez de anotar Paris ou Bangkok, pode anotar pintura, radio,
e sei o que lá. Entre cada nome, pode até imaginar pontes, por que existem
possibilidades de juntar, combinar esses interesses.
Mas volto
a contar essa noite. Comecei por ligar pro Guillaume querido : ele gosta
muito dos soms e ja passou horas gravando um abelhão, ou o mar.
« mostrei » meus soms pelo tel, de quando fui de reportagem na
montanha com minha chefe e um colega, ontem. Gravei o som de um rio, da agua,
com o meu microfone as 10 centimetros da agua. Gravei o som de cabras balindo,
até tussindo ! também o som das gotas caindo dentro de uma gruta, e enfim,
os sinos das vacas nas montanhas, e o som de uma vaca masticanado ervas. O som
ta bem fundo bem fieil ao que eu ouvi. Também tenho entrevistas, mas foram
esses soms que eu fiz escutar pro Gui.
O radio
faz parte do meu mapa. Com o som, a música (toquei e gravei música também, mas
não vamos pesar no mapa dos interesses, pois não vale a pena, minha música, só
eu tenho direito de ouvir, não sou orgulhosa…)
Estava
guardando o monte de papeis que tem no meu escritorio. E como nuncca sei como
guardá-los, vejo se não tem pontos em comum entre os papeis que quero
conservar. Abri então hoje a noite uma pasta « mulher » pra botar
todas as folhas sobre assuntos feministas, ou de saúde, que recuperei em
diversos lugares onde fui. Guardando, reparei que tem os projetos pra meu
programa de radio sobre qual fico pensando : a partir do dia 1 de julho
terei minha meia hora no radio, cada dia….e coloco o que eu quero. Por isso vou
fazer algo sobre os estrangeiros em Grenoble, como lidar com as novas lea
integração…enfim, o assunto da imigração : valeu uma segunda pasta.
Dois
outros assuntos pro meu mapa :
O fato de
ser mulher, esse orgulho mas também todas os reflexoes que vão junto
A
imigração, a diferença (é vinculado ao meu interessissimo pra as outras
culturas, a observação dessas diferenças). Por consequencia a integração, como
funciona meu pais, um assunto que me toca. Até que ponto somos (ou não)
acolhedores aqui, chez moi.
Falando
desse programa de radio : tive uma idéia hoje, conversando com Janaina e
seu marido (Janaina estudava portugues comigo). Pro meu programa, queria fazer
um minuto por dia (me dei conta que devie ser ao redor de 45 segundos para não
ficar chato) onde convidariaa um estrangeiro, amigo, ou contato, que leria um
poema na língua dele. Quer dizer que o ouvinte não entende, mas ao mesmo tempo,
não dura muito tempo, é so se deixar embarcar num somzinho na música de um
poema de outros cantos.
Penso nas
minhas colegas persas, e amigo argeliano, os tchecos que conheço, ingleses, e
sei lá mas quem…mas é um jeito de encontrar mais gente.
Gosto das
línguas, já reparei faz tempo, mas esse interesse também se manifestou hoje.
Continuando
a luta contra a quantidade de papeis ( já começo a exagerar) uma pasta foi necessária pra botar papeis
sobre cinema, filmes a ver, é um outro media. E menos aprofundado esse
interesse, hoje fui gravar textos em portugues para meu professor, gravamos,
assim fomos filamdo eu e janaina e Carlos, e percebi que gosto, mesmo se não
pratico muito. Sei que no final é o som que me atrai mais para
« fazer » mas tocar imagem, pra conhecer, seria uma experiencia legal.
De qualquer forma, imagem para ser espectadora, é um interesse de sempre.
Imagem de filme, ou foto, claro…
Foi essa
idéia que veio na minha cabeça : hoje a noite, pequenos acontecimentos me
mostraram, com claridez os meus maiores interesses, através das idéias que
troquei com os amigos, e do que vejo ao redor de mim, do que me deixa
empolgada.
Pela
internet, conversei com a Flavia, que talvez vai obter pra mudar de trabalho,
numa Ong feminista. Acho demais da conta, pois faz parte de umas idéias que expus
para ela quando ele veio aqui em janeiro. Sabe, dentro dos meus interesses, a
questão da mulher blablabla…e ela cai no caldrão assim. Achei super
legal : accessoria de imprensa na área das mullheres. Isso aconteceu logo
depois de ter aberto a pasta « mulher ». Na verdade, na pasta escrevi
« mulherismo » mas não sei se já quer dizer algo ou não por isso não
osei botá-lo ali.
Para
terminar, Flavia pareceu gostar da ong radio onde poderiamos explorar o nosso
potencial, pois uma mulher do seu (futuro ?) trabalho falou que ela tem
mais potencial do que eles podem oferecer para ela. Sei onde fica o potencial o
mais poderoso : na sua criatividade. Explorá-la diferente que pra várias
coisas, não é crime mas é positivo.
Talvez
não cabe aqui, mas o « fazer projetos » ou pelo menos essa vontade
minha, « passer àl’acte » é um interesse meu, atualmente, to na onda
de querer agir, e não ficar com essas idéias na mente sem materializá-las,
mesmo que seja só um pouco.
No mapa então :
Questão das mulheres, imagem/foto/filme,
radio óbvio, línguas textos, litteratura, estrangeiros/diferença,
outras culturas…claro, me comunicar, e escrever.
E dormir
Voilà,
fiquei feliz de me dar conta disso, de uma vez só, e como tenho vários
interesses, hoje a noite, os mais importantes sobresairam, em práticas, nos
meus pensamentos, através das idéias com outra gente. Indentificados, vamos
utilizá-los então !
Novocaine…for the soul
Fiquei
contente com essas perspectivas também.
B |